As cores ativam os chacras conforme a escala do arco-íris, indo do vermelho no primeiro chacra até o violeta, no sétimo e último. Os três primeiros chacras são ativados pelas cores mais quentes, e os outros quatro chacras são ativados por cores mais frias. Dessa forma, ao expor um chacra à sua nota musical ou cor, ele vibra. Estudando os efeitos psicológicos das notas ou das cores pode-se entender muito sobre o comportamento e o funcionamento dos diferentes chacras, podendo interferir neles.
Na Índia se estuda há milênios a relação entre notas musicais, cores e as diferentes regiões do corpo, assim como com os sete chacras. Musicalmente, os chacras se afinam às sete notas da escala. Assim sendo, o Dó corresponde ao primeiro chacra, o Ré ao segundo, o Mi ao terceiro, Fá ao quarto, Sol ao quinto, La ao sexto e último chacra se relaciona com a sétima e última nota da escala, o Si.
O primeiro chacra (Básico) é como o apelo sexual do adolescente, que acha que quer tudo para ontem, que não pode esperar até amanhã para ser feliz. Você dificilmente encontrará uma pessoa cujo chacra predominante seja o primeiro que seja mais ou menos em algo. O vermelho é uma cor tipo ame-a ou deixe-a, o primeiro chacra é tipo "quem vai com tudo não cansa".
O laranja, cor que rege o segundo chacra (Umbilical) , é uma cor que abre o apetite. Se o primeiro é o chacra da paixão e da vida, o segundo é o da morte, onde a pessoa lida com a desidentificação com os objetos de desejo. O laranja é uma cor ligada ao jogo de sedução, ao aconchego, à vontade de ser escolhido por alguém, às trocas afetivas, à sensualidade e todas essas são qualidades ligadas ao segundo chacra. Porém, esse é um chacra de sutilezas. Ao mesmo tempo em que ele é mestre em criar laços e dar nós, é mestre em desmanchá-los. A superfície desse chacra está ligada ao atrair e reter. O centro dele, ao desapegar-se e deixar ir. É o chacra que rege nossos intestinos e seus movimentos peristálticos. Se ficarmos só na superfície do chacra tenderemos ao apego e a dificultar o andamento do tráfego intestinal. Se nos vincularmos ao seu centro, deixaremos ir do alimento coletado e digerido, àquilo que não nos diz respeito.
O amarelo é uma cor viva como o é o terceiro chacra (Plexo Solar), que ela rege. Uma cor de brilho forte para administrar um chacra que nos inclina a disputar um lugar ao sol. É uma cor ligada à atenção, relacionada ao chacra responsável pelo plexo solar, o centro da ansiedade. Sim, a ansiedade está ligada ao estado de apreensão, a estarmos extremamente atentos aos mínimos sinais do ambiente, para interpretá-los e reagir a contento aos desafios que nos aparecem pela frente. A ansiedade é algo que surge em nós quando entendemos que necessitamos alcançar algo e corremos o perigo de não alcançá-lo. Dessa maneira, o terceiro chacra nunca deixa que a claridade do amarelo se apague, e usa a agilidade intelectual que essa cor representa, para raciocinar o mais rapidamente possível e encontrar sempre a resposta mais afiada. Pode-se dizer que o terceiro chacra nos inclina ao estado de alerta constante, simbolizado pelo amarelo.
O verde é uma cor equilibrada e intermediária, entre o quente e o frio e rege o quarto chacra (Cardíaco), situado entre os três primeiros chacras, ligados a nossas ocupações materiais e os três últimos, relacionados a nossa inteiração com o universo espiritual. O verde é uma cor que equilibra quase tudo em nós, seja no universo psíquico, emocional, físico, energético ou espiritual. Ele é muito usado no final de sessões de cromoterapia, quando terapeutas desconfiam ter exagerado na exposição do paciente a alguma cor. Eles finalizam a sessão com um banho de verde, como garantia de que a pessoa sairá equilibrada do consultório. O verde é uma cor que suscita a felicidade, o renascimento e a revitalização, propriedades também do coração e das emoções ligadas a esse chacra.
O azul celeste e turquesa estão ligados à paz e são cores que aumentam a criatividade, qualidade intrínseca ao quinto chacra (Laríngeo). O azul celeste está ligado à maternidade, o momento de criação mais concreta disponível a um ser humano. Essa cor é usada na cromoterapia para tratamento de transtornos que aparecem do nada e que desaparecem repentinamente. O quinto chacra é assim, sua criatividade vem, não se sabe de onde, mas também desaparece facilmente, sem que se saiba para onde foi. O azul celeste é uma cor com propriedades adstringentes, antissépticas e calmantes. Para a ciência das cores, ela tem a qualidade de fechar os poros. Se assemelha ao quinto chacra que, por momentos, nos inibe de respirar as influências ambientes e nos permite tirar soluções próprias, de um baú pessoal, para os desafios externos.
O azul-marinho ou índigo é uma cor calmante que estimula a meditação. O sexto chacra (Frontal), regido por ela, é o chacra onde ficamos no limiar entre o mundo dual da natureza e a integração total com o universo.
O violeta é uma cor que desencadeia processos em locais menos visíveis do corpo, age em doenças sutis e de difícil diagnóstico. Ela obtém uma resposta muito acentuada do sistema imunológico. O sétimo chacra (Coronário), que é administrado por ela, nos torna imunes a provocações, por nos desidentificarmos delas. O violeta acelera todas as nossas respostas hormonais e esse chacra se liga diretamente à administração da chave-mestra de nosso sistema glandular. É uma cor muito usada em meditação, por desencadear insights e facilitar o contato com a fonte de onde vêm todos os insights. O violeta tem uma porção de vermelho que nos mantém acordados, mesclado a uma porção de azul que nos mantém calmos. Essa é a essência do sétimo chacra, estar ativo, mas em plena consciência, estar participante da cena, ao mesmo tempo que reflexivo. É considerado na cromoterapia um "acelerador de carma". É quando, finalmente, nos vemos livres de todos os liames psicológicos que nos prendem ao mundo.
Fonte: Pedro Tornaghi











